Wellington Marques

Wellington Marques

O branco do Réveillon e a fé afrobrasileira que o Brasil nega

O Réveillon brasileiro incorporou o uso do branco, os rituais no mar e os pedidos de paz como gestos coletivos de renovação. Pouco se reconhece, porém, que esses símbolos têm origem nas religiões afro brasileiras, especialmente na Umbanda. Este artigo analisa como práticas ligadas a Oxalá e Iemanjá foram absorvidas pelo imaginário nacional enquanto as tradições que lhes deram fundamento seguem marginalizadas. Ao examinar o processo histórico de apropriação simbólica e racismo religioso, o texto convida à reflexão sobre a necessidade de reconhecer e respeitar a origem da paz que se pede na virada do ano.

Oxalá: o verbo criador e a luz

A Linha de Oxalá representa, na Umbanda, o princípio criador e a vibração primordial da fé consciente que sustenta a ordem do universo. Este artigo propõe uma leitura teológica de Oxalá como eixo da criação e expressão do verbo divino em ação, revelando sua função como força de integração, serenidade e orientação espiritual segundo o pensamento de W. W. da Matta e Silva.

O Conceito de Orixá em Matta e Silva

O Orixá, na teologia da Umbanda formulada por W. W. da Matta e Silva, é compreendido como princípio divino e campo vibratório emanado do Criador. Este artigo apresenta uma leitura teológica dos Orixás como leis vivas que estruturam o universo e organizam as Sete Linhas da Umbanda, revelando a religião como sistema espiritual unitário, no qual o amor e a lei se manifestam de forma dinâmica e consciente.

Falanges Auxiliares da Umbanda

As falanges auxiliares da Umbanda expressam a diversidade do serviço espiritual e a proximidade do sagrado com a experiência humana cotidiana. Este artigo propõe uma leitura teológica dos Marinheiros, Boiadeiros, Baianos e Ciganos como desdobramentos das linhas de força da Umbanda, revelando uma espiritualidade que se manifesta na adaptação, na coragem, na alegria e na liberdade a serviço do amor divino.

Exu: lei, guarda e movimento

Exu expressa, na Umbanda, o princípio da lei divina em movimento, responsável por sustentar o equilíbrio entre ação e consequência. Este artigo propõe uma leitura teológica de Exu como guardião das passagens da vida e educador da vontade humana, revelando sua função sagrada como força organizadora que conduz o ser humano à responsabilidade espiritual e à consciência de suas escolhas.

Criança: pureza que renova o espírito

O arquétipo da Criança na Umbanda expressa a fé em seu estado mais essencial, marcada pela confiança, pela entrega e pela alegria que renova o espírito. Este artigo propõe uma leitura teológica da Criança como força espiritual de recomeço e purificação interior, revelando a pureza não como ingenuidade, mas como sabedoria que reconcilia o ser humano com sua essência divina.

Arquétipos da Umbanda e o Espírito

Este artigo propõe uma leitura teológica dos arquétipos da Umbanda como estruturas espirituais vivas, por meio das quais o Espírito se manifesta de forma inteligível à consciência humana. A partir de W. W. da Matta e Silva, reflete sobre os arquétipos como mediações simbólicas entre o princípio divino e sua expressão no mundo, revelando a Umbanda como uma teologia em permanente movimento, fundada na experiência, no serviço e na integração da alma.